Os primeiros minutos de Octo FC

São 19 episódios no total até aqui de um desafio de fazer entrevistas sobre futebol de uma forma inovadora. Difícil. O que ainda não teria sido feito? Qual formato? Luzes, Câmeras, Ação! Peraí, calma. Primeiro, proponho contextualizar. Ninguém está inventando a roda, ou a bola no caso. Mas não custa tentar fazer algo diferente. Ou seja, Octo Futebol Clube chega aos primeiros 19 como se fossem minutos de jogo e então seria a metade de um tempo de jogo. Muita bola para rolar.
Primeiro teríamos que ter um foco. Então, pensamos em trazer pessoas do campo de jogo: jogadores, técnicos, preparadores físicos, árbitros e também jornalistas que acompanham o futebol. Menos dirigentes e empresários. Começamos numa quartas-feira e, desde 24 de fevereiro de 2016, exibimos as entrevistas ao vivo, gravadas, no estúdio ou ainda por Skype, como foi o caso do ídolo Tcheco, ex-capitão do Grêmio.
Levando em conta a pluralidade, imaginamos que não teria como fazer apenas entrevistas com figuras de ponta, da atualidade da dupla Gre-Nal. Na nossa ‘aldeia’ estas pessoas costumam estar diariamente entre os principais temas do dia nas Redes Sociais, nas capas, nas manchetes, nos Trends Topics. Mas fomos atrás da memória do nosso futebol, de ídolos do passado, de profissionais de outros clubes, como o técnico China Balbino, até então líder do Campeonato Gaúcho pelo São José, o popular Zequinha.
Abrimos espaço para as mulheres no futebol com dois ótimos exemplos: a bandeirinha Luiza Reis, que se destacou no Campeonato Gaúcho, e a técnica de futebol Tatiele Silveira, que hoje trabalha com o esporte nos Estados Unidos. E a Tatiele foi uma das que mais rendeu comentários na gravação compartilhada por ela no Facebook.
https://www.facebook.com/Tati.Silveira/posts/10205073539433257

Marcio Hahn que recém havia largado o futebol, jogou por último no Brasil de Pelotas, e agora quer ser técnico também teve grande audiência no nosso site. Um dos 10 mais acessados do mês de junho. Afinal, todos têm algo relevante a dizer, a falar sobre futebol e acima de tudo têm história. Esta foi outra marca da pauta. Todos falaram de quando passaram a gostar de futebol, começaram a jogar, se envolver e trabalhar com o esporte.
Claudio Duarte foi jogador e técnico e comentarista de TV. Deu muita opinião, contou muitas histórias. Mas revelou ali que começou a jogar futebol com apenados e funcionários do presídio de Charqueadas. Foi para leteral direita do Inter porque sabia que seria reserva a vida inteira do craque Paulo César Carpegianni.
Jair, o príncipe Jajá fez o caminho inverso de muitos jogadores. Nasceu quase que num berço de ouro graças ao pai, Laerte Prates, que foi um jogador bem sucedido. Mas ao final da carreira, sem dinheiro, Jair e a família passaram por dificuldades. Ele prometeu ao pai e cumpriu recuperar tudo com o futebol. Foi tricampeão brasileiro no Inter, Campeão da América e do Mundo pelo Peñarol. Não foi por acaso que o vídeo foi assistido e curtido por muita gente em Montevidéu.
Bacana ouvir os jovens jornalistas Gustavo Fogaça, um especialista em esquemas táticos com formação em futebol na CBF, Rafael Colling, que queria ser jogador de futebol, Rodrigo Oliveira, que tinha um boletim informativo no condomínio antes de ser jornalista, e Diego Guichard, que através de uma coluna de Games em Zero Hora foi parar na editoria de esportes onde está até hoje no Globoesporte.com.

A simplicidade do goleiro Benitez, os segredos do Ortiz do futsal, as loucuras do Lisca, a volta por cima de China e Arílson, a categoria de Carlos Miguel, a pureza do professor Paulo Paixão e até mesmo o lado brando de Celso Roth, que sorriu.
O processo é construtivo. Os próximos passos são levar as entrevistas para rua, ouvir personagens de projetos comunitários com futebol, as categorias de base, ir atrás das novas tecnologias, trazer fontes de outros estados países, afinal não há limites por Skype. Outras câmeras, texturas diferentes, em preto e branco, usar fotos, música, incluir convidados entrevistadores? Pode virar um livro?
O mais importante agora é ouvir sugestões, pesquisar, estudar muito, para cada vez mais transformar o conteúdo em algo relevante. Até mesmo o nome está em aberto. Nada ainda é definitivo. Não espero a maior, mas a melhor audiência. Obrigado, aos colegas que fazem parte da produção. Conto com a colaboração de todos.
Deixe aqui seu comentário ou mande a tua crítica e sugestão.
caco.motta@octooc.com.br
@cacodamotta no Facebook e Twitter

jornalista, CEO Caco da Motta Comunicação. cacodamotta.com.br

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